Quem era o brasileiro morto pela polícia americana após pedido de auxílio de saúde mental
Brasileiro Gustavo Guimarães, natural de Belo Horizonte, foi morto a tiros pela polícia de Powder Springs Arquivo pessoal O mineiro Gustavo Guimarães, de 34 ...
Brasileiro Gustavo Guimarães, natural de Belo Horizonte, foi morto a tiros pela polícia de Powder Springs Arquivo pessoal O mineiro Gustavo Guimarães, de 34 anos, morreu após policiais de Powder Springs, cidade no estado da Geórgia (EUA), atirarem contra ele no último 3 de março. Segundo familiares, o brasileiro foi baleado sem motivo enquanto conversava com conselheiras do governo para receber tratamento psicológico e psiquiátrico. Gustavo é natural de Belo Horizonte e morava em Acworth há mais de 20 anos. Ele era estudante na Life University. De acordo com a mãe do brasileiro, que preferiu não ser identificada, o filho era muito dedicado e defendia causas importantes para a sociedade. "Gustavo tinha cidadania há mais de 20 anos. Estamos aqui desde 1998. Falava inglês perfeitamente, não tinha sotaque, ele era estudante de biologia e trabalhava como líder de ética da biblioteca da Life University", explicou a mãe. "Era ativista contra crueldade de animais e outras causas. Ele nem comia carne, era vegano", acrescentou. Ainda de acordo com a mãe, Gustavo combatia a violência e era contra armas. "Ele dizia que Deus não criou arma, que foram os homens. Meu filho não estava armado. Era completamente contra arma, era ativista contra violência", contou. Relembre o caso No último 3 de março, o brasileiro se encontrou com a mãe e duas profissionais de saúde do governo da Geórgia no estacionamento de um supermercado de Powder Springs para conversar. Segundo a família, a intenção era pedir ajuda para Gustavo, que estava com apresentando sinais de sofrimento mental. Em um determinado momento, policiais chegaram ao local dizendo que receberam uma denúncia sobre uma pessoa com transtornos mentais em surto. "Eu ainda estou muito chocada com tudo o que aconteceu", desabafou a mãe de Gustavo. Apesar da versão apresentada pelos parentes, o Departamento de Polícia de Powder Springs informou que, quando os policiais chegaram ao local, o homem sacou a arma em uma "ocorrência relacionada à saúde mental". A mãe negou que o filho estivesse armado. O caso é apurado pela Agência de Investigação da Geórgia. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que tem ciência do ocorrido e está em contato com a família do brasileiro. LEIA TAMBÉM: PM intercepta carro com reféns no porta-malas na BR-040 e desmantela sequestro iniciado no RJ Justiça Federal suspende licença de mineradora após questionamento de quilombolas em MG Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas: